Como posso explicar para meu inconsciente que você não existe mais em nenhum lugar além da minha cabeça? Tenho tentado, mas preciso te contar, como te contava tudo, está difícil. Não era um relacionamento, mas era, não éramos nada, mas éramos tudo. Alguém explica para meu coração o que nem eu soube explicar. Você costumava entender, eu costumava contar. Acho que preciso admitir: sinto saudades. Falta parece um termo muito frio para algo que ainda me aquece em momentos difíceis. Sinto saudade. Daquelas que enche o peito com a possibilidade do encontro e assusta a mente, arregala os olhos e visualiza tua sombra até na árvore dos encontros e desencontros.
De alguma forma, você me fez querer escrever. Escrever o que não consigo dizer. Escrever o que não sei contar. Escrever o que foi e têm sido a ausência da tua presença ainda tão firme.
Minha culpa você ser a razão de mais algumas palavras sem sentido que apenas pedem para sair. Don't let me go. DON'T LET ME GO.
Consigo sentir, em um universo paralelo, uma menina de cabeça baixa com os olhos cheios de lágrimas pedindo para não ser deixada para trás, apesar de todos os pesares. Consigo realmente sentir e encarar essa menina, quero abraçá-la. Ela sente o mesmo que eu. Você chegou tão perto. Tão perto. O que você fez comigo? Preciso deixar você ir, afinal, você já foi. Mas, como cofre dos meus segredos, posso compartilhar mais uma coisa? Juro que vai ser a última, assim como jurei que não iria ser sobre você, e, agora é. Talvez tenha sido desde o início. Espera. Voltando ao segredo, um instante me distraiu, o segredo se perdeu. Talvez o segredo, assim como eu e você, não tenha nascido pra ser conhecido. Obrigada. Essa doeu. Essa ficou, mas você se foi. Eu também vou. Você dizia que eu era forte, então irei ser. Irei ser forte para permitir que você se vá, como você jurou nunca ir, but you let me down.
Nenhum comentário:
Postar um comentário