Contrariando uma opinião geral, o filme da disney, de mesmo nome, não entrou na lista dos preferidos durante a minha infância e tão pouco na atualidade, mas confesso que este longa francês me trouxe o desejo de assistir inúmeras vezes esta história.
Esta nova versão de A Bela e a fera, estrelado por Vincent Cassel, conhecido - por mim - por sua presença no filme Cisne Negro, e Lea Seydoux, atriz do polêmico Azul é a Cor mais Quente, nos faz perder a noção do tempo em sua duração de quase duas horas ao nos levar para este universo fascinante.

A história começa quando o pai de Bela acaba perdendo sua fortuna devido ao desaparecimento de seus navios e então, muda-se juntamente com seus seis filhos, três moças e três rapazes, para uma vida no campo, onde poderiam se esconder da situação em que se encontravam. Ao descobrir que poderia reaver parte de sua fortuna, as filhas mais velhas do bom senhor fazem uma lista com jóias e vestidos para o pai, enquanto Bela, sentida com tudo, lhe pede apenas uma rosa. Assim, este retorna a cidade, contudo descobre-se que nada passou de um engano e em seu retorno, de mãos vazias, o senhor se perde, acabando por parar em um castelo, aparentemente, abandonado, onde se encontra a nossa temida Fera.
Em sua entrada no castelo, ele encontra as jóias e roupas descritas na lista das filhas e em sua saída esbarra com uma rosa, o único desejo de sua filha mais nova. Porém, ao roubar esta última, ele é assombrado com a presença da Fera, que lhe permite a despedida da família, mas com o aviso de que deveria retornar no dia seguinte para sua sentença,''uma rosa por uma vida'', ou todos morreriam. Ao saber disso, a doce Bela resolve ir em teu lugar e ao invés de morrer, como imaginava, se torna prisioneira da Fera.
Lançado no ano de 2014, e dirigido por Christophe Gans, este filme traz uma nova versão no gênero romance/ fantasia, além de ser uma espécie de retorno ao lar, ao ser um filme francês, local onde surgiram as primeiras versões deste conto considerado tão peculiar. O atrativo deste filme fica por conta da fotografia e figurino que nos arranca o ar e nos aconchega com seu aspecto rústico e próximo da ideia original.
Lea, por sua vez, representa maravilhosamente seu papel, demonstrando ser, novamente, uma atriz versátil e, Vincent, desculpem-me as más línguas, soube ser um príncipe autenticamente humano. O romance fica por conta da sutileza, se é que me entende, portanto, não espere um vestido amarelo e um musical para dança, tão pouco xícaras e móveis com vida, este aspecto fica por conta de uns bichinhos estranhamente fofos, mas sim por uma maior fidelidade ao conto, por um universo ainda mais apaixonante e palpável, ao tratar com cuidado da relação familiar e descrição de seus personagens, as mudanças que, nós, humanos passamos enquanto indivíduos. Com seus efeitos especiais contagiantes e, se permitem o trocadilho, reais, este longa não deixa a desejar perante nenhum filme hollywoodiano.



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