No post anterior, usei algumas
imagens de um HQ que tem ganhado bastante visibilidade, devido ao filme de
mesmo nome, é este o tão polemico Azul é a Cor Mais Quente. Uma história que
retrata o amor de duas jovens da maneira mais sensível possível. Ao contrário
do pensamento comum, a história não foca no fato do relacionamento ser entre
duas pessoas do mesmo sexo, mas apenas entre duas pessoas, a apaixonante Emma e
a ingênua Clémentine.
A história retrata, portanto, as
descobertas da adolescência, os medos que surgem em nós como seres humanos, as
paixões que nos invadem e as dúvidas que permeiam em meio às diferenças, além
de demonstrar as dificuldades encaradas em um relacionamento.
O romance se inicia com o trágico
fato da morte de Clémentine e através de seus diários que são entregues a Emma,
podemos desfrutar desta linda, emocionante e estimável história. Aos quinze anos, Clémentine passa por situações
em que passa a questionar a sua sexualidade e, portanto, a forma como seria
vista diante do mundo. Em meio ao medo da aceitação e curiosidade sobre o novo,
conhece Emma, uma garota mais velha e de belos cabelos azuis, que lhe traz
sentimentos, histórias, que ela jamais possuiu em seus sonhos de criança.
Ao contrário da consideração do
azul como uma cor fria, que trás a sensação de vazio, para Clém (como é chamada
diversas vezes no livro) o azul passa a ser uma cor de conforto, uma espécie de
luz para a vida conturbada perante as adversidades emocionais que passa a
enfrentar e, esta cor, essa luz, se encontra em Emma, e isso pode ser percebido
através das páginas em que a arte se encontra, em grande parte, nas cores preto
e branco, norteado da cor azul.


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